O que falta é vergonha na cara






Texto de Antonio Claudio Maia
Colaborador carioca do Blog da Ana Clara




Bom dia areenses, bom dia Paraíba,

Não sei o por quê, mas recebi alguns comentários de pessoas amigas sobre qual modelo seria mais adequado ao Brasil, economicamente, em termos de privatização ou estatização.

A privatização ou estatização de qualquer empresa será muito bem vinda desde que fatores de produção adequados ao interesse público e os mais abrangentes possíveis para o efetivo desfrute da população se façam soberanos, obedecendo critérios das características geo-políticas da localidade de instalação dessa empresa.

Os modelos vivenciados em outras nações em nenhum momento podem ser comparados ao nosso conjunto sócio-político-cultural-financeiro numa sugestiva aplicação acadêmica de Adam Smith ou qualquer outro teórico cientista sócio-político-econômico.

A aplicação por FHC do neo-liberalismo no Brasil foi o maior prejuízo que nosso país pode conhecer, descemos muitos degraus na escala evolutiva social, cultural e econômica em apenas oito anos, com suas teorias de "subordinação e desenvolvimento", que ele de forma vaidosa e irresponsável tentou nos impor para dar suporte às suas obras literárias até hoje inúteis, em seus dois mandatos .

FHC estagnou nossas relações institucionais, depreciou a educação, sucateou as empresas públicas e privadas, colocou o país em patamares de subdesenvolvimento real no quadro local e internacional, criou a malfadada terceirização para absorver seus amiguinhos e manter o resto da população desempregada, enquanto ele ficava passeando de carruagem com a Margareth Tatcher e a rainha da Inglaterra, valorizando sua imagem pessoal e depreciando o seu próprio país.

E, não estou falando a nível de Sudeste onde eu vivo não, estou me referindo ao quadro sócio-político geral, nacional e internacional.

Na área da educação, onde em tese nossos jovens deveriam ser melhor preparados, o neo-liberalismo descaracterizou o ensino fundamental e universitário, criou os primeiros prêmios sem merecimento, oferecendo bolsas assistencialistas diversas para a classe pobre, que por sua vez se limitou a continuar pobre porque passaram a existir prêmios para se continuar na sub-cultura e na pobreza.

E, não parou aí não, seu principal discípulo foi o Lula que ampliou os benefícios para que a população carente continuasse burra, criando inclusive premiações para ser presidiário através do bolsa reclusão, onde a família do preso recebe sem fazer nada para a sociedade, a quantia de R$1.800,00, enquanto o piso para professor federal oscila na casa dos R$1.500,00.

Então senhores, tanto faz se a empresa é estatizada ou privatizada, se ela não atender aos interesses da população ao custo justo, pouco importa, cada caso é um caso e não importa o modelo econômico adotado por fulanos ou por beltranos.

As nossas instituições estão falidas, os homens públicos não tem mais ética, não tem mais vergonha na cara, não tem mais nacionalismo, falta sensibilidade para as necessidades reais das classes sociais e dos interesses de uma nação soberana.

Discutir privatização ou estatização estaria no trigésimo lugar da escala de importância de nossas necessidades, inclusive as de ordem política.

A manutenção da integridade de cada brasileiro como cidadão é a maior dádiva que nosso país pode ter de seus filhos, independente do que cada um acha academicamente de qual modelo será mais adequado para nossa economia.

Um país que por questões políticas não possuir mais direita, esquerda ou centro é extremamente irrelevante em relação a ausência de conteúdo cívico nacionalista de valorização de nosso povo, suas necessidades, e nossa soberania.

O modelo político poderá mudar quantas vezes forem as oportunidades e a diversidade cultural de uma nação, o mais temeroso mesmo é o fato de que uma nação não sobrevive com seus membros do parlamento vivendo para buscar ouro no fim do arco-íris, ignorando que fazem parte do gênero humano e que existem necessidades de toda uma nação.

Privatizar ou estatizar, tanto faz.

Do jeito que está, o Brasil está morrendo de vergonha.

xxx




Saudações cariocas com sangua paraibano.




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