O Festival de Artes de Areia, por Eilzo Matos.

Eilzo Matos, o idealizador-mor do Festival de Artes de Areia, publica no blog Prosa Caótica, um resumo de como surgiu o evento e sua opinião sobre a versão do Festival 2011.

O texto completo O Festival de Artes de Areia, no blog:
http://eilzopb.blogspot.com/

O FESTIVAL DE VERÃO DE AREIA.
        Em discurso na tribuna da Assembléia Legislativa no dia 14 de março de 1974 (Anais) ofereci uma denominação à cidade: Areia, Cidade Relíquia da Paraíba. Fazia-o em nome de sua história, de sua cultura, do seu passado. E propus a realização ali de um Festival de Verão, aproveitando o exemplo do que se fazia em Ouro Preto com o seu Festival de Inverno. Vivíamos os anos de chumbo do regime militar, e o evento funcionaria como “respiradouro” para a livre manifestação do pensamento, então censurado. A figura ímpar e o prestígio nacional do areiense José Américo de Almeida, filho do lugar, que fora vítima do chamado Estado Novo, emprestaria o seu apoio, certamente. 
         Nas notas do Tabelionato do comendador José Henrique, ao meu lado, e do cel. José Rufino de Almeida, desembargador Aurélio de Albuquerque, padre Ruy Vieira, Manoel Gouveia e outros presentes, instituímos a Fundação Cultural Areia (FUNCULARE), que cuidaria dos tesouros da cultura local. O então governador Ivan Bichara determinou à Secretaria de Educação e Cultura convocar Pessoal, fixar normas para a realização dos encontros. Nomes nacionais destacados na imprensa, no teatro, no cinema, na literatura, nas ciências sociais defenderam as suas idéias, apresentaram as suas teses nos festivais realizados.
         Na Assembléia Legislativa, nos jornais e estações de rádio, perdurou em repetidas referências, alusões ao assunto. Vale a pena conferir. Infelizmente o desinteresse de alguns gestores públicos, levaram ao encerramento dos eventos. Mudaram de cidade a sua realização, pararam por fim”.

Do blog http://eilzopb.blogspot.com/

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