Areia nas páginas policiais: "Operação Gasparzinho".


Deu no Blog de Dércio e em vários sites de notícias.

A operação da PF prendeu seis pessoas, que não tiveram os nomes divulgados, e dez carros apreendidos, vale ressaltar que fora carros de luxo, importados.
As pessoas presas fazem parte da organização criminosa, mas não exercem cargos públicos. Uma pessoa também foi presa em São Paulo.
A quadrilha agia em 35 cidades paraibanas, são elas Alagoa Grande, Boa Vista, Mamanguape, Patos, Pitimbu, Santa Rita, Santo André, Sumé, Algodão de Jandaíra, Brejo da Cruz, Caaporã, Lucena, Monteiro, Riachão do Bacamarte, Araçagi, Arara, Areia, Bayeux, Cabedelo, Caturité, Coremas, Cruz do Espírito Santo, Damião, Gurjão, Aroeiras, Cuitegí, São Bento, Areia de Baraúnas, Conde, Jericó, Juripiranga, Pedras de Fogo, Pombal e Serra Branca.
Foram apreendidos também carimbos dessas prefeituras. Para abrir as falsas empresas, os bandidos criavam pessoas e documentos não utilizavam pessoas mortas ou vivas, era um esquema grande, formada por pessoas ricas, a fraude já rendeu aos bandidos, desde 2007, R$ 23 milhões.
Na coletiva, foi dito que as investigações vão continuar.
Veja a nota que a Procuradoria da República enviou à imprensa:
POLÍCIA FEDERAL, MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL E CONTROLADORIA GERAL DA UNIÃO DEFLAGRAM A OPERAÇÃO GASPARZINHO.
Na manhã de hoje, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Controladoria Geral da União deflagram a Operação GASPARZINHO. O objetivo da Operação é desarticular uma organização criminosa especializada em fraudar licitações através da utilização de empresas de fachada.
A investigação colheu evidências no sentido de que um grupo de empresários estava utilizando empresas de fachada, registradas em nome de ‘laranjas’, para fraudar licitações, sonegar impostos e ocultar bens obtidos com o lucro dos crimes cometidos.
Durante os trabalhos também se verificou que, além de ‘laranjas’, os investigados passaram a usar ‘fantasmas’ para prática dos ilícitos. Os ‘fantasmas’ eram pessoas ‘fictícias’ criadas usando a variação de nomes de pessoas verdadeiras.
Constatou-se que eram obtidos, junto aos órgãos públicos de mais de um estado da federação, documentos para os aludidos ‘fantasmas’, (tais como RG, CPF, etc.), que passavam a ser utilizados para perpetração de uma série de fraudes, principalmente para movimentar valores e registrar bens usados pela quadrilha, especialmente veículos de alto luxo.
Estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e mandados de prisão temporária no estado da Paraíba e São Paulo.
Os presos responderão pelos crimes de crimes de formação de quadrilha (artigo 288, do CPB), fraudes à licitação (Lei 8.666/93), falsificação de documentos e sua posterior utilização (artigos 298, 299 e 304 do CPB), sonegação de tributos (Lei 8.137/90) e lavagem de dinheiro (Lei 9.613/98).
A quadrilha movimentou mais de R$ 23.000.000,00 nos últimos 3 anos, atuando em licitações ocorridas em aproximadamente 35 prefeituras no estado da Paraíba.
O nome da operação vem, exatamente, do fato da quadrilha utilizar, para perpetração de seus crimes, pessoas ‘fictícias’, as quais se dá o nome de “fantasmas”.
Atenciosamente,
Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República na Paraíba

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